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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Happiness hit her!

É estranho o modo como o dia hoje se desenrolou; tratou-se de um com uma quantidade enorme de pequenas coisas que, somadas, deram origem ao dia mais feliz do ano!

E, com todo o espírito renovado e o amor fangirl que estou sentindo, tenho pouca (cof cof!) coisa para dizer; estranho, não?
Bem, primeiro explico que minhas esperanças descritas no meu post anterior começaram a desenrolar, mas de forma inesperada! Bem, vamos do começo e, para não ficar tão cansativo, em lista:

  1. Acordei melhor da gripe que me derrubava há uma semana; é ótimo começar a respirar como gente denovo! Sim, pois há dois dias eu mais parecia um cão-pug depois de correr uma maratona.
  2. Tive uma usual discussão com a Ana K. antes do almoço, mas assim que nos vimos na facul, protagonizamos uma cena linda, com direito a choro, abraços e todos os melodramas que o leque de emoções boas podem proporcionar. Obrigado Ana, mesmo!
  3. Na faculdade, tive o prazer de ver a prof. Morgana usando uma meia fio 80 azul (azul MESMO!!); quem tem coragem de usar uma meia fio 80 azul? Pois bem, ela usou e ficou divina! Se cortem, galerê!  rsrs
  4. O Victor continua o mesmo de sempre; grande pensador de pequenas coisas, tendo o talento incrível de transformar essas microssituações em verdadeiros contos épicos que fariam a Ilíada de Homero parecer história de criança. Sabem o pior? Aprendi a gostar desses exageros!
  5. A Mana, Criadora De Todas As Coisas; sempre alerta, continua achando hilariante a empolgação com que nós, pobres mortais, recebemos as migalhas que ela nos dá! rsrs
  6. E, com a partida da Mana, veio a Bruna; super radiante hoje! E não era para menos, já que todos havíamos acabado de descobrir que não haverá aula amanhã, EBA! Juntos, traçamos metas para uma festa na casa dela; sinto o perigón desta festa desde já!
  7. Chegando no ônibus para ir para casa (ufa!), me deparo com uma acalorada discussão sobre o porque devemos sair da faculdade às 6:40, deixando para trás sem dó quem se atrasar; concordo, desculpem o pessoal que tem aula até 6:50, mas compromisso é compromisso.
  8. Depois do papo, a Manu me veio com a notícia de que as inscrições para o vestibular da federal se abriram; vou me inscrever! Quem sabe eu não consigo finalmente fazer a faculdade de moda que eu sacrifiquei em detrimento da Biologia (e da "estabilidade financeira" que o diploma de biólogo traria; quem foi o idiota que me convenceu a "me garantir" antes de me aventurar? Essa pessoa merece um tiro de mosquete na testa!)? Bem, estou empolgado com isso; o ponto triste é que eu tinha acabado de imprimir um boleto para adquirir toda a coleção de livros das Brumas de Avalon... Ficará para a próxima... Pena, era realmente uma grande promoção, mais de 30 reais de desconto! Shit!
  9. Ao encontrar a Ju no ônibus, voltamos para casa conversando loucamente (meu deus! Estamos fazendo isso há duas semanas e o assunto ainda não chegou nem perto de terminar!); ela prometeu denovo que vai levar seu souvenir favorito para mim ver amanhã de manhã (trabalho no prédio onde ela mora!); se ela cair da cama e lembrar de me mostrar sua relíquia (provida de uma antiga aula de Zoologia), juro que bato uma foto e posto aqui para você!
  10. Chegando em casa, uma surpresa feliz: depois de uma semana sem usar o pc de casa, pude voltar a usa-lo, já que só minha mãe estava em casa; aliás, falando em minha mãe, outra alegria: ela parece estar melhor (ontem, mal parava em pé!). Estou realmente feliz com isso, amanhã ela estará disposta, tenho certeza!
  11. Por fim, cá estou, usando o pc de casa pela primeira vez em semanas e, claro, usando o tempo para contar essas minhas loucurinhas!

Saldo geral: muitas bobiças menores que ocorreram entre os casos citados, isso sem falar nos programas que arranjei para os próximos fins de semana (daí o fim do meu tédio!). E o dia ainda nem acabou, ao terminar esse post, estou convocando A Máfia para usufruirmos da companhia uns dos outros nesse final de semana; mais detalhes depois do programinha feliz!

Então, OOPS! He bop!  rsrs

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O rumo da minha diversão ultimamente


Ando muito entediado, mesmo.

Minha vida chegou a um nível de letargia moral que faria qualquer um resolver fazer um pudim de água de salsicha, só para ter algo diferente para fazer.

Explicando bem a situação: voltei para a faculdade e nada está me deixando tão mal quanto ela; é triste voltar para um lugar onde você sente que toda a sua identificação pessoal se limita a fatores que não combinam com o objetivo do curso; por exemplo, amo as aulas de quarta e quinta feira, já que tenho Zoologia nesse dia, mas não pense que eu adoro a aula por conta dos bichos - embora eles também sejam atrativos -, a verdade é que venero esses dias pois neles posso ver a ilustre presença loira que é a professora Morgana e, claro, suas famigeradas roupas (todas elegantíssimas, com um bom gosto digno de inveja). Sou baba-ovo da Morgana, falo mesmo! A mulher é uma Mulher, com M maiúsculo, sem falar que a personalidade dela é de uma doçura que botaria inveja até num pote de Nutella; linda!

Agora, também gosto das aulas de terça feira! Oh, não que ecologia me encante em absoluto, mas acontece que o sotaque germânico da professora é música para os meus ouvidos! E, claro, há os encantos da professora de Botânica Sistemática que, de tão doce, chega a lembrar exatamente de quem faltou em suas aulas e, preocupada com possíveis problemas pessoais de seus alunos, educadamente questiona-os na aula seguinte, sempre discretíssima. Ainda na segunda-feira, sou agraciado as nuances tão particulares que envolvem a língua portuguesa; PIT (Produção e Interpretação de Texto) têm me dado forças para continuar, um último suspiro de humanidade nessas malditas exatidões científicas que eu aprendi a odiar.

Sexta feira, lamento, é inexpressiva para mim...

Ok, estou em uma crise existencial terrível, mas essa é diferente das tantas outras pelas quais já passei; essa tem sido crônica, mas com pouco potencial destrutivo; não estou triste, estou frustrado. Afinal, para onde foram minhas, anteriormente tão numerosas, idéias sobre "como se divertir"?

Tenho vivido para comida; de manhã, acordo e tomo um ótimo café e, logo pelas 9 da manhã, já estou ansioso pelo almoço; não que eu esteja com fome, mas ocorre que na ausência de algo produtivo para fazer, meu corpo achou felicidade na comida! E, depois das 3 da tarde, estou absolutamente louco para chegar em casa: jantar!

Sei o quanto isso é perigoso, já sofri muito por conta do sobrepeso e custei a me livrar desse fardo tão pesado (você não tem idéia do preconceito que os gordinhos sofrem, mesmo.). Preciso de um hobbie, preciso me cuidar. Estou pensando em aproveitar esse meu fogo interior (uiaa) para fazer algo novo (ou nem tanto); o estopim de algo presente na minha vida daqui por diante.

Meu corpo está uma droga, quem sabe eu finalmente comece a levar a sério a academia? Mas a minha idéia foi um pouco além (só um pouco); livremente inspirado na saga de Julie & Julia, estou pensando em comprar o livro "Veja Como Se Faz" e realizar todas as 500 tarefas propostas por ele! O que me impede? 30 reais que me faltam para adquirir o livro!


Deseje-me sorte, seja lá o que eu vá começar a fazer! E que minha vida melhore, porque ultimamente, está um CU (exatamente por isso, gostosa... mas ainda sim, um cu!).

domingo, 25 de julho de 2010

Obscuridade e neovitorianismos

Esse post é meramente imaginativo, e como todo post assim, vai soar com estranheza aos ouvidos de muitos; se quiser arriscar, que comece a ler. Antes de tudo, gostaria de dizer que esse texto nada conclusivo - sequer informativo - foi motivado pela minha recente volta a antigos gostos; antigas músicas, antigos artistas; um mais deliciosamente fascinante que o outro; se tudo der certo, falo sobre algum deles no próximo post.


Falando sobre o que é "vitoriano", basta que se saiba que é tudo aquilo que compreende o período em que a Rainha Vitória esteve no comando do Reino Unido, entre os séculos XVIII e XIX. Período conhecido pela exuberância voltada a vaidade e ao luxo; a época em que a etiqueta européia alcançou um nível gritante e insuportável a ponto de pôr a loucura qualquer um e, também, uma das eras da história cuja estética é perpetuada - embora que em releituras modernas - até hoje. Há certamente uma postagem sobre essa era em meu baú particular de posts ainda não utilizados, então a calma se faz necessária. Agora, quanto ao assunto:

Quando eu falo sobre "obscuridade", estou em verdade me referindo a estética artística denominada neo-vitoriana - geralmente representada mais ativamente pela tribo gótica. Sim, eu amo essa forma de expressão; para mim, o modo mais puro. Mas porque o amor por algo tão marginal?

Eu gosto de culturas que permeiam o óbvio, mantendo-se longe dele; é assim que me apaixono: com base na diferença, do mais singelo gesto à mais apurada discussão sobre o que é ou deixa de ser "arte". Amo a controvérsia e tudo que ela carrega consigo; a transgressão, a liberdade (que, sim, é muito mais próxima da libertinagem do que pode supor a classe média de descendência européia).

Amo o agressivo, gosto dos gritos, das vozes distorcidas e da batida mecânica do rock industrial; gosto da interferência de elementos clássicos em músicas escabrosas; amo esse suspiro, esse modo destruidor de gritar para o mundo o quanto somos sensíveis e gentis, elegantes e bem resolvidos.

Ora, mês passado eu soube que iria acontecer um picnic vitoriano em Florianópolis; pensei seriamente em ir, mas agora, por mera negligência minha, está em cima da hora demais (ao que parece, o pessoal teve de apressar os preparativos para não perder o frio do inverno!). Como posso arranjar uns coletes? Relógios de bolso? Sobrecasacas? Luvas? Sapatos? Não, agora é tarde para pintar meu rosto de branco e meus olhos de bege; minhas falsas olheiras terão de esperar uma próxima vez; tal como minha postura aristocrática e toda a parafernália interpretativa que inclui ser um personagem neo-vitoriano.

Um alter-ego? Não. Muitos não entendem, mas não existe alter-ego neovitoriano; o personagem é, em verdade, o que usamos no mundo comum; o que realmente somos é sim, nosso Elegante, Gótico e Aristocrata Senhor (ou senhora, ou ambos).

Não vou ditar o que um aristocrata precisa ser, isso cada um carrega consigo, mas uma coisa que a maioria de nós partilha é o amor pelas trevas, pelos semblantes que, de tão brancos, são impossíveis, doentios, desumanos e, exatamente por isso, tão belos. Meu amor por esse aspecto cresceu comigo, embora eu me renegasse a tê-lo até alguns anos atrás; sim, eu me lembro o quanto eu gostava de vitorianismos desde criança; sei de uma fase minha em que, quando infante, saí por Orleans procurando por algo parecido com uma cartola; queria uma bengala também, sempre tão elegante! E luvas de couro, o que mais uma criança em processo de autodescobrimento aristocrático poderia querer? Sinto necessidade constante de me sobrepor, mas não da forma afável.

Sim, amigo(a); sou um daqueles loucos apaixonados, entregues, prontos, que amam a sublimidade arrepiante, que vê a mais sincera beleza em uma rosa negra, que se realiza ao vestir uma sobrecasaca ou um espartilho (masculino ou feminino, tanto faz, gênero é algo para personagens sociais, não para nós!). Somos tudo! Os mais incoerentes, os mais belos! Carregando consigo todo o peso da elegância e da nobreza mais vibrante de uma época que se foi, com a versatilidade e vontade de viver dos tempos modernos. Somos sim, gritamos, falamos, gargalhamos, sempre com a postura ereta e com a certeza de que, ao menos por alguns instantes, poderemos deixar todo o resto para trás, ironicamente, relembrando o passado.

Sim, somos jovens - ou nem tanto, a cabeça é uma verdadeira anciã, libertária, mas anciã - e mergulhados na escuridão; lá dentro, na treva, podemos ver absolutamente tudo o que está iluminado ao nosso redor. Me parece tão piegas falar desses temas, quase infantil; mas entenda, minha admiração é tal que, nem com palavras, consigo expressar; no fim, sou só um péssimo escritor com uma mente muito estranha; só. E de tão estranha é a minha mente, ela chegou a ousar ser verdadeira, veja só!


    "[...] E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda
    No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
    Seu olhar tem a medonha cor de um demônio que sonha,
    E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão há mais e mais,
    Libertar-se-á... nunca mais!"
    TRECHO TRADUZIDO DE "The Raven", ORIGINALMENTE ESCRITO POR EDGARD ALLAN POE

sábado, 24 de julho de 2010

Pokerholic - o vício que eu quase consegui ter


Ocorre que sempre foi um desejo bastante íntimo de minha parte querer aprender a jogar poker; não se trata tão somente de um jogo com toda uma simbologia envolvida, mas também se entrelaça com um certo status que, embora não tão puro, é operante. Penso que provavelmente tenha algo a ver com aquela velha história já citada por mim: boemia.

Ok, o que o poker tem a ver com boemia? Absolutamente tudo! Ora, se há poker, certamente há ao menos um sujeito maltrapilho, ao menos cinco garrafas vazias de uma bebida qualquer e, claro, a usual nuvem de fumaça nicotínica que abraça a todos sob o manto da transgressão autodestrutiva. Oh, parece estranho falar em autodestrução, correto? No meu modo de ver, autodestruição está muito mais ligada, por exemplo, a se domar aos valores socialmente óbvios do que, de fato, ser adepto de alguma cultura extrema. Não pense, porém, que sou adepto ou que gosto de drogas, bebida, cigarro e coisa pior: os odeio, eles simplesmente não combinam comigo; mas há quem goste.

Penso que vícios devem ser administrados de uma forma mais elegante possível. E por elegância, já dizia Paul Válery, lê-se "a arte de não se fazer notar, aliada ao cuidado sutil de se deixar distinguir". Entende? Por exemplo, Chacrinha, até onde se conta, era um grandessíssimo viciado em drogas, mas nem por isso se deixou consumir a tal ponto que os outros que o queriam bem pedissem que parasse.




Bem, deixamos os -holics da vida para outra postagem, já que o assunto rende bastante. Aqui é sobre poker!

Como eu dizia, sempre quis aprender a jogar poker, e, confesso, ultimamente tenho tentado gravar as regras, me familiarizar com as jogadas; não deu certo, absolutamente.

Porque eu simplesmente não consigo aprender as regras? Porque sou neurótico, óbvio. Fico tanto tempo pensando no possível blefe que o jogo exige, que termino blefando para mim mesmo que já consegui gravar uma ou duas jogadas; mentira pura. Engraçado que só consigo blefar para mim mesmo.

Já me viram mentir? Bem, é patético, eu simplesmente fico vermelho na primeira palavra! Sabe, existem estratégias que o cérebro masculino e feminino costumam adotar para mentir; os homens normalmente se embasbacam totalmente, inventem coisa demais. Mentira de homem:

Amor, onde você estava até essa hora da noite??
Oh querida, você não vai acreditar! Eu estava voltando para casa quando apareceu um porco voador e eu o segui até Chicago; quando notei, havia sido sequestrado pela máfia italiana dos porcos salames fritos voadores e fui deportado para o Brasil novamente só para ter que salvar trezentos e setenta e sete crianças de um abrigo em chamas!
Ah sim, claro, e a marca de batom na camisa é por...?
Hã... porcas gostam de batom? *sorriso de orelha a orelha*

Oh, se você é mulher deve estar se deliciando com o frágil senso de blefe de nós, pobres homens; eis que vocês definitivamente não são menos patéticas; mulheres ao mentir sempre, reforço o "sempre", fingem que estão ocupadas:

Amor, porque você chegou tão tarde ontem a noite?
*finge que não ouviu e se senta na mesa de jantar, carregando uma pilha de papéis qualquer consigo* hã?
Onde você foi ontem a noite?  ¬¬
Ah, eeeeu... *começa a fingir que está procurando algo entre os papéis* eu saí! Satisfeito?
E porque o perfume masculino que não é meu na sua blusa? ¬¬
Ai, isso? Isso é que *empilha os papéis* AH VÁ, NÃO TÁ VENDO QUE EU TÔ OCUPADA, MIMIMIMIMI *roda a baiana e se coloca como vítima*

Não não, isso não é guerra dos sexos, é só para ilustrar meu magnífico método de blefe, que envolve o exagero infantilóide masculino aliado à fingida desatenção e, seguidamente, o barraco das mulheres. E tudo isso para dizer: eu sou biologicamente proibido de jogar poker, do contrário, algumas mesas iriam voar no processo. Pokerholic, isso eu não sou! E isso é bom? Sei lá!


Só isso? É... Pra evitar a fadiga! rsrs

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Sobre Pérolas e Homens

Esse post é pessoal, eu sei, mas agora tudo o que é pessoal pertence a essa página.


Vim agradecer publicamente uma amiga; Ana Karine. Agradeço não só porque todos os dias me brilhanteia com sua presença, mas também por suas famigeradas pérolas, afinal, como esquecer de uma pessoa que, do nada, dispara a seguinte frase:

Ora, mas a maçã do Crepúsculo não deixa de ser uma frutose!

Realmente, era uma frutose.

E que tal:

Age que nem homem, rapaz!

Isso só porque eu não queria ir até a cantina com ela! Mas tem mais; volta e meia ela se vira para você, e com aquela carinha-de-quem-está-gostando-demais, manda a ver:

'Bora comer rosca?

Como, me diga, COMO não gostar de uma pessoa tão encantadora? Eis que suas pérolas, por ironia do destino, terminaram sendo um grande laço para nós. Aquelas pérolas, que não precisam ser verdadeiras, mas vá, tem um significado magnífico! Pois cá está a história:

Estávamos eu, Ana Karine e Victor Hugo em Curitiba (uma viagem desastrosa em quase todos os sentidos! rsrs); eu entro no banheiro do quarto e, quando saio, me deparo com Ana me olhando com aqueles olhinhos tão desgraçados, que fazem agente querer agradar ela! Eu perguntei "Onde foi o Victor?" e a resposta foi típica: "ah, saiu!"

"Hm... Onde o demônio foi?"
"Não sei, estou com fome!"
"Ah, então vamos buscar alguma coisa pra comer!"
"Onde, traste?  ¬¬"
"Sei lá, mulher! 'Bora lá!"

E lá fomos nós, e da-lhe chuva naquela noite fria em Curitiba! No fim, encontramos um posto de gasolina e gastamos um porrada de grana lá. Como brinde, ganhamos um rinoceronte de pelúcia, o qual Ana chamou de Biscoito (referência ao pacote de biscoito de 7 reais que eu comprei, mas que perdi no meio do caminho porque a porcaria da sacola estava furada! rsrs).

Encurtando a história, tempos depois eu anunciei de forma definitiva que talvez (e provavelmente) sairia do curso de Biologia; foram tempos difíceis e todos na época se provaram ser tão ou mais dramaqueens que eu! Bem, então Ana certo dia me disse que se fosse mesmo o caso de eu sair do curso, que levasse o Biscoito comigo; eu não gostei muito da idéia pois, embora significasse muito aquele ato, Biscoito tinha sido um presente... Deixei o assunto morrer. Semanas depois, Ana aparece com suas pulseiras de pérolas e, gentilmente, tira uma das pulseiras (a de pérolas negras) e me entrega, dizendo que ela ficaria com o Biscoito, mas eu teria de usar as pérolas.

Eu, claro, adorei! Pois pérolas falam sobre nós; pessoas comuns que, com o tratamento certo, viram jóias raras!

Deveras safadinho esse destino! Já que em toda a minha adolescência eu busquei algo pelo qual me destacar da multidão; vocês sabem, uma "marca pessoal"; não saberia eu que essa marca seria dada por uma amiga! Afinal, quantos homens usam pulseiras de pérolas?

HeBop todo trabalhado na cara de c* e na barba feia que não fez ainda por preguiça  =P

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Quero o Thor para mim!

Me apaixonei, quero que ele fique em casa, ele é um docinho, preguiçoso, quietinho, me adora. Quero ele! Não interessa o quanto cresça, vou convencer meu pai a não leva-lo para o sítio!

Para isso vou usar artilharia pesada: botei uma foto dele na área de trabalho de todos os computadores da casa; será que alguém consegue resistir?

Oh, quem é Thor? Esse aqui:


Hei! Não se distraia com o Thor, eu sei que ele é irresistível, mas tem um post super dançante aqui em baixo! =D

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Amigos... o que muda é você!


Como é costume, sempre que o povo se reúne na famigerada Trattoria Nona Maria, pérolas se formam! Essa tradição se perpetua há, vejamos, 3 anos! E como somos grandessíssimos falastrões, sempre prometemos a nós mesmos incumbências absolutamente improváveis, mas vá, valem a pena!

Já disse, vivemos de sonhos, então nada mais justo que sonhar em conjunto! Se eu quero sonhar sozinho eu puxo um ronco no sofá, correto? rsrs

Sim, esse post será um review da noite anterior! E por ser tão pessoal, vai ter outro mais tarde com um tema mais plural.

Ei-la:

Pois veja você, a noite passada foi especial, sendo nós as meras poeirinhas incômodas, diminutas (mas limpinhas), penetramos na grande concha que é a Trattoria (com trocadilhos, por favor). Ali dentro, assim como um grão de areia faz a uma ostra, incomodamos a todos; falamos alto mesmo, gritamos bastante, damos "gaitadas", afinamos nossas cordas vocais e enchemos nossos respectivos buchos de pizza e sonhos! Ofícios de amigos, afinal, estamos pagando!

Montagem porca by me ;D
A noite de ontem, no entanto, foi muito mais que isso, foi quase orgástica (como diria nosso querido caolho do Caçador de Pipas: Ooohhh!); pela primeira vez em anos, eu cumpri uma parte das nossas programações típicas: desta vez eu levei mesmo algo para anotar as pérolas da noite! De início, claro, foram anotadas algumas besteiras, mas o plano se mostrou tão fajuto quanto nossas idéias de juntar dinheiro para viajar para a Europa, e o pior nisso tudo é que temos a mafiosa esperança de realmente prosseguir tentando tirar esse sonho do papel: vai se realizar!

Uma hora depois das primeiras frases serem depositadas no bloquinho de anotar telefones da minha mãe (rsrs), ele logo foi deixado de lado: haviam coisas mais urgentes a tratar! Temas como "o nosso tempo" foram recorrentes, afinal, somos grandes velhos em corpos de jovens e, com isso, esperamos ter uma aposentadoria mais bem vivida: com cabeça de jovem e corpo de velho! Faz sentido, não? Dãã, não mesmo! Mas somos adolescentes, temos o direito de sermos incoerentes!

E abusando do nosso direito de incoerência, falamos de boemia, mesmo sendo grandes vadios nesse aspecto (eu principalmente). No fim, nos comprometemos a fazer algumas coisas: assistir filmes, continuarmos nos encontrando e, veja só, iniciamos (em estado pré-contemplativo) a idéia de passar um final de semana na praia, mesmo que agora seja inverno. Isso afora os planos antigos, não? Viajar, viajar, viajar! Mas será o porco salame frito, como somos filhadaputinhas!!  rsrs

Faz parte do ofício de ser areia de ostra: as pérolas surgem, mas nunca se sabe se elas vão sair da concha; será que queremos sair dela? Não sei, acho que minhas amigas também não!

Sem mais delongas, eis as pérolas da noite:
  1. 19 é mais sonoro; porque? Ah, é que os 20 doem na alma!
  2. A Trattoria tem apoio acústico! Pra absorver o som, sabe?
  3. Nós não estamos "vegetando", estamos produzindo valores morais!
  4. Ninguém sente dor como os poetas (apesar de essa ser velha, serviu!)
  5. Pai Nosso dói mais porque a bolinha é maior!
  6. Cinema 4D, o Jack ensinando a Rose a cuspir no Titanic, você vendo o filme e de repente... Na sua testa!
  7. A Coca Twist já foi demonstrada antes, vejam acima! rsrs
Eis, no entanto, a rainha que ganhou o prêmio Kinder para pérolas Trattorísticas da noite; é de uma sensibilidade e geniosidade tal, que merecia, sei lá, um ingresso para a Academia Brasileira de Letras (não que isso signifique grandes merda, mas ok, disfarça...). Deliciem-se:

"Filme pornô de vegetariano é a fecundação da Soja!"
"Oh" da Amélie Poulain proibido, "não-oh!" da soja, ebaa!
Para uma visão mais aprofundada (e bem escrita! rsrs) da noite citada, leia o post "Domingo" do blog Inevitável Psicose.

sábado, 17 de julho de 2010

Diretamente das Frases da Noite de Ontem...

Ok, eu sei que isso é uma piada interna e muita gente não vai entender, então eu volto mais tarde para fazer um post que preste!

Ana, essa é pra ti:


Perdi 4 horas fazendo isso, então RIA!  ¬¬

hudauhshuashuahuhsuahu

sexta-feira, 16 de julho de 2010

O lado ruim de ser meio Amélie Poulain

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain ou, se preferirem, "Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain" é um filme dirigido e escrito por Jean Pierre Jeunet e trata-se de uma obra muito comentada desde seu lançamento, no ano de 2001. Não entrando nos méritos críticos do filme, já que este post vai seguir outro rumo, sugiro que, ou o assistam (recomendável!) ou leiam meu pequeno resumo (BEM resumido) sobre o estilo pessoal de Amélie:
Amélie Poulain é uma moça simples e possui o que, na visão da maioria das pessoas, seria pacata, mas em minha opinião, ela tem uma vida milhões de vezes mais emocionante que a vida dos caçadores de aventura mais ousados! Bem, como conta a história, Amélie encontra nas coisas simples da vida uma felicidade que normalmente as pessoas não vêem. Você sabe: atirar pedras no poço d'agua ou enterrar a mão bem fundo num saco de grãos; se fazer perguntas sem sentido, quebrar a casquinha do cream broulet... Seu lado Amélie!

Uma vez que fique claro o quanto é positivo se parecer com essa magnífica personagem e sabendo que todos temos um lado meio Amélie Poulain, eu vou falar sobre minhas experiências como praticante do "Amélie Poulin lifestyle".

Algo que aprendi logo de cara: se você começa a externar quem você realmente é, as pessoas simplesmente começam a te julgar; até aí, tudo óbvio. O porém veio depois, já que ali estava eu, livre de qualquer barreira, muito libertário, muito fancy e cheio de idéias muito legais sobre "O que eu amo fazer".

Para que saiba, eu gosto de várias coisas: gosto de ficar tristonho enquanto ouço piano, gosto de sentir o ritmo da música no meu corpo e me mover com ele! Gosto de chocolate meio amargo; já gostei de morangos, agora parecem sem graça... Aprendi a gostar de creme de leite na gelatina! Gosto de sentir frio nos dedos, mas não gosto de sentir frio nos pés! Gosto de ser alto, gosto do som de estalos das máquinas de escrever!

Gosto de andar descalço, mesmo no piso; gosto de tentar entender coisas que ninguém mais entende, de decifrar a cabeça das pessoas, de provocar meus amigos para ver a reação deles (eu guardo na memória cada expressão!). Gosto do modo como eu lembro de coisas que ninguém mais se lembra, do modo como esqueço todo o resto que é importante, de fazer a primeira dobra numa apostila de folhas grampeadas! Gosto de usar grampeadores e furadores de papel! Não gosto de removedores de grampos... Gosto de orquestras! E de piadas bobas! Gosto de coisinhas maliciosas também! Gosto de falar sobre os outros, mas bem tento ver o lado bom de todo mundo antes de tudo. Gosto de me iludir. Gosto de sonhar, manipular, cair, levantar, comer, brigar, amar, viver:

Me gosto!

E que mal há nisso? Ora, se há alguém que possa fazer algo que você mesmo se delimitou a não fazer, qual sua reação? Você se ressentirá com essa pessoa!

"Como você ousa ser tão livre? Eu não consigo ser assim, vou acabar contigo!"

Oh, eu?  o_o´

"Sim, você!"

Amélie Poulain
by
 Jana Magalhães
Oh My Gaga! E o lado ruim de ser Amélie Poulain é suficiente para fazer qualquer um querer desistir de tudo; que fique claro, o lado ruim de ser você mesmo é que você fere a todo aquele que, em sua infantilidade, se restringiu a prazeres ditados por outros. Ok, há quem se divirta com bebida, mas hei, não acha meio improvável que 90% da humanidade se divirta do mesmo modo? Se seguirmos essa linha de concordância: então as pessoas eram infelizes antes do álcool? E antes das baladas? E quando namorar era algo obsceno?

Não, não quero prazeres dados pelos outros, quero inventar os meus próprios prazeres; para isso, sei que vou nadar contra a maré, mas sei também que, caso eu faça isso, vai ser, literalmente, uma puta falta de sacanagem! E os outros? Eles vão achar uma puta sacanagem (e para isso já se tem a Rua Augusta, daí...).